Um filme de Tamara Rodríguez, realizado em Nodar onde a mesma efectuou produção das residências artísticas da Binaural/Nodar no ano de 2007. Um pedido de um casal com um filho emigrado na Suiça para que ele pudesse acompanhar as transformações na casa da família e da própria aldeia, transformou-se numa carta-vídeo, uma obra documental de imensa carga emocional e poética que entrou dentro do contexto de uma família, de uma aldeia, de um município, de um país deste mundo.
02:43 Minha casinha, meu doce encanto, minha casinha que eu amo tanto.
           Minha casinha, meu doce encanto, minha casinha que eu amo tanto.
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           Minha casinha, meu doce encanto, minha casinha que eu amo tanto.

           Minha casinha, meu doce encanto, minha casinha que eu amo tanto.
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07:06 Fica bem?
07:53 Mário Jorge, espero que quando vieres para Agosto, fazermos aqui umas brincadeiras na churrasqueira para os nossos amigos, uns bailaricos que isto está a ficar muito linda, a nossa churrasqueira, adeus até lá.
08:30 Tá? Apanhou tudo o que eu disse? Não é preciso grande palavras.
08:53 Com três palavras apenas, com três letras apenas, se escreve a palavra mãe, é das palavras pequenas a maior que o mundo tem. Ai ó mãe….
Com três letras apenas, se escreve a palavra mãe, é das palavras pequenas a maior que o mundo tem. Mão ó mãe para mim tens todo o valor, para que nunca te esqueças, de todo o carinho e amor,
09:58 A gente gosta de gravar estas coisas porque há coisas quer ele não tá cá, quando vem já não vê. Passado a época, muitas coisas… e ewntão a gente gosta de gravar porque ele gosta de ver, ele aprecia, ele tem um computador, e depois põe os dvd’s e vê. Gosta de recordar as coisas cá da aldeia onde eu fui criada.
10:43 Recrodar é viver, é senit um pouco ainda, eu não me posso esquecer da juventude tão linda, recordar é viver é sentir um pouco ainda, eu não me posso esquecer a juventude tão linda.
11:15 A gente pelos filhos é tudo.