Jaime Latada é natural de Sequeiros, no concelho de São Pedro do Sul. Tal como as suas irmãs, nasceu em casa, localizada junto à Fonte Velha, a 28 de outubro de 1950, mas viria a ser registado no dia 12 do mês seguinte. Naquela época, as crianças eram, desde tenra idade, chamadas a ajudar nas lides da casa ou no trabalho do campo.

Mais tarde, como era comum, foi à tropa, e esteve no Ultramar, mais concretamente na Guiné, onde desempenhou funções como atirador.

Além das memórias pessoais, Jaime Latada partilha um pouco da vida do campo, da criação de gado e até algumas crenças. Neste campo, uma tradição muito antiga é pedir a proteção a Santa Bárbara, evocada através dos ramos com alecrim, oliveira e loureiro, que são benzidos por ocasião da missa de Domingo de Ramos e que se punham a queimar em alturas de trovoada.

As plantas fazem também parte do receituário curativo ancestral, conforme nota o popular, identificando os proveitos de ervas como a cidreira e a abertónica, que por aqui se dão bem.