As crenças populares na aldeia de Sequeiros, no município de São Pedro do Sul, trazem-nos termos como “quebrante”. Donzília Cipriano, ali residente, explica que se trata de “uma dor de cabeça muito forte, em que se abre muito a boca, com os olhos a lacrimejar”. Basicamente, “há inveja ou pessoas que nos querem mal”.

“Talha-se e depois passa”, diz, garantindo que “também resulta com as crianças”.

Há, depois, “o mau olhado, que é inveja”; e “o ar da espinhela, quando se apanha um susto”. “Há ar sem espinhela, mas não há espinhela sem ar”, afirma.

O “ar”, nota Donzília Cipriano, apanha-se “de animais ou do cemitério” e “não é bom”. A solução é talhar, um processo que aprendeu com o avô, ainda criança, e lhe ficou na memória.

As plantas medicinais fazem também parte deste imaginário popular, com a erva-cidreira, a barba de milho, a flor de carqueja, a malva, o alecrim, a silva e o hipericão em lugar de destaque no que diz respeito aos chás. Em algumas situações, manda a tradição que as hastes utilizadas tenham de ser em número ímpar, o chamado “pernão”, por uma questão de proteção.