A dureza da vida do campo obriga a esforços que, por vezes, se repercutem no corpo. Donzília Cipriano, residente em Sequeiros, no concelho de São Pedro do Sul, fala em “maus jeitos”.

Noutros tempos, em que o acesso aos médicos não era tão fácil e simples, o povo adotou um conjunto de mezinhas e curas baseadas no conhecimento empírico. Conta-nos, por exemplo, que para o alívio da dor nos ossos se usava uma salmoira, que consiste numa solução de água morna com sal.

Quando era preciso pôr o estomago no lugar, recorria-se a um pouco de azeite, puxando os braços; e para o cobrante era azeite e água. Já para o cobro, acendia-se o tição, com que se picam as bolhinhas; enquanto o mau jeito se curava com agulha e novelo.

Associados a estes rituais havia muitas rezas, muitas das quais Donzília Cipriano aprendeu com a sua mãe e com o avô José, que “sarou muita gente da espinhela caída e do ar”.